Happy New Year 2015. 3d

Feliz 2015!

Queridos Amigos,

Amanhã começa um novo ano, pleno de novas oportunidades e desafios. Teremos uma escola de preparo missionário renovada, com novo diretor e programa. Queremos expandir os projetos no interior e também o Projeto Radical, com mais candidatos bem qualificados, como foram este ano. O desafio dos povos minoritários no sertão também nos chama atenção. A expansão dos seminários, do quadro de obreiros e voluntários e a renovação da administração da base da Missão em Cabedelo são expectativas para 2015.

Para tudo isso, precisamos das suas orações e cooperação de muitas pessoas que contribuem com seus talentos, tempo e recursos financeiros. Como somos gratos pelo abençoado ano 2014 que chegou ao fechamento alegre hoje devido a sua ajuda em oração e de muitas outras maneiras.

Que o Senhor abençoe cada um dos nossos colaboradores, enchendo seu coração de alegria e paz e suprindo todas as necessidades.

Feliz Ano 2015!

A Equipe da Missão JUVEP

Oração e Restauração

Por Reinaldo Bui

Está alguém entre vocês sofrendo? Ore. Está alguém feliz? Cante louvores. Há alguém doente entre vocês? Chame os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele o unjam com azeite, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos. Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e cobrirá uma multidão de pecados (Tg 5.13-20). 

Chegamos ao fim. Mas não sem problemas, pois esta passagem reúne uma série de históricos mal-entendidos teológicos. Foi nestes versículos que a Igreja Católica baseou-se para instituir o sacramento da extrema-unção. Já no sec. III, havia o costume de ungir enfermos consagrando-os por um bispo. No séc. X a importância deste ato cresceu tanto que decidiu-se que seria feita exclusivamente por um sacerdote católico. No séc. XII surgiu a ideia da extrema unção e restringe-se aos fiéis que estão diante da morte iminente. No séc. XIII tornou-se oficialmente um dos sete sacramentos. Por fim, em 1545 o Concílio de Trento considerou anátema negar sacramento instituído por Cristo, inclusive este. Já na Igreja Evangélica, os pregadores da ‘cura pela fé’ acreditam que esta passagem é base para que o crente não permaneça enfermo, mas seja curado. Porém, na realidade, muitos “ungidos” em seus leitos permaneceram doentes e outros vieram a falecer. O que dizer diante de todas estas coisas? O que exatamente Tiago quis comunicar nestes versículos?

Observando este texto, logo de início podemos fazer três afirmações:

  1. Não há aqui nenhuma sugestão de óleo especial ou consagrado;
  2. Não é preparação para a morte, mas restauração para a vida;
  3. A ênfase não é em cura física nem remissão de pecados, mas cura espiritual e restauração de comunhão.

Recordando o contexto da carta, Tiago falou de perseverança na perseguição, dos erros de falar mal do outro, da exploração econômica, abordou a importância da paciência e agora fala de sofrimento (v.13) enfatizando a importância da oração. Tiago quer ensinar que o homem, pela oração, abre as portas para Deus agir. Note que dos versos 13 a 18, todos falam de orar, mais especificamente o papel da oração no cotidiano (que no caso deles incluía o sofrimento). Não somos exceção, embora as fontes e razões das nossas lutas sejam outras.

Neste caso, quem é o enfermo? A palavra usada para doente (astheneo) aparece 35 vezes no NT. Destas, 16 vezes se refere a doenças físicas, principalmente nos evangelhos, mas na maioria das vezes (principalmente nas epístolas) esta palavra descreve fraqueza espiritual e emocional. A julgar o contexto aqui, podemos concluir que se trata de pessoas que traziam o resultado da perseguição e maus-tratos, ou seja, fragilizadas emocional e espiritualmente. Não sou contra a ideia de Deus curar doenças físicas, mas acredito que agora não é o que está sendo tratado aqui. O debilitado e fraco que Tiago se refere está precisando do apoio pastoral e os presbíteros eram aqueles que cumpriam esta função na igreja. Os presbíteros deveriam orar pelo enfraquecido e ungi-lo com óleo. Na cultura hebraica, o óleo era empregado em algumas situações como o cuidado com o corpo na higiene pessoal (Mt 6.17). Também usava-se quando queria-se honrar um visitante (Mt 26.7; Lc 7.38, 46). Usava-se no preparo do corpo de um morto (Mc 16.1). Além destas, o óleo ainda desenvolvia importante função terapêutica (Mc 6.13).

Isto faz-nos pensar que quem estava fraco ou enfermo, estava por causa de maus-tratos, talvez com feridas e assim estes lhe ministrariam o medicamento disponível para seu bem estar. Nada havia nada de místico ou sobrenatural no uso do óleo naquela cultura (Lc 10.34), era meramente terapêutico. Também não há erro algum em se usar dos recursos da medicina – não se trata de incredulidade. Lucas era médico (Cl 4.14) e curava enfermos usando a medicina; Paulo indicara um medicamento a Timóteo (1Tm 5.23), e deixou Trófimo em Mileto por estar doente. Os presbíteros deveriam visitar os enfermos, ungi-los com óleo e orar. Esta ‘Oração de fé’, segundo Tiago 1.6-8, é uma oração feita por quem é fiel a Deus.

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Quem são os menos evangelizados no Brasil?

Pela Ultimato

Deus chamou toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de 2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.

No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico.

1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste.

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.

3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de 700.000 Ciganos Calon no Brasil e apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias.

4. Sertanejos
Louvamos a Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém, ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica.

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