Quem são os menos evangelizados no Brasil?

Pela Ultimato

Deus chamou toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de 2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.

No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico.

1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste.

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.

3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de 700.000 Ciganos Calon no Brasil e apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias.

4. Sertanejos
Louvamos a Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém, ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica.

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Fé Sem Obras

Por Reinaldo Bui

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia, e um de vocês lhe disser: Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até ficar satisfeito, sem, porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, estará morta. Mas alguém dirá: Você tem fé, eu tenho obras. Mostra-me sua fé sem obras e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem, até mesmo os demônios crêem – e tremem (Tg 2.14-19). 

Como administrar um possível erro ou discordância dentro da Bíblia? Se cada escritor da Bíblia desse sua própria ideia, então a credibilidade das Escrituras estaria comprometida. Lutero lutou contra este trecho da carta (chegando a chamá-la de epístola de palha), pois a igreja católica defendia por esta passagem a ideia de salvação pelas obras. Aparentemente há um choque com o que Paulo escreve em Romanos 3.28, onde argumenta que a justificação é exclusivamente por fé. Digo aparentemente, pois quando entendemos a mensagem de Tiago compreendemos que está em plena harmonia com a de Paulo. Precisamos entender que o assunto central deste capítulo não é obras, mas fé, com ou sem obras, e isto fica claro quando lemos os versículos 1, 5, 14, 17, 19, 20 e 22 deste capítulo. Tiago não está questionando outra coisa, se não, tipos de fé. Precisamos lembrar que os apóstolos estavam familiarizados com (e pregavam!) a doutrina da salvação pela fé. O que é ela? É a confiança de que podemos nos chegar a Deus somente por ação divina, ou seja, Cristo pagou nossos pecados, e por crer na suficiência da Sua obra, somos declarados justos. Paulo deixa isto muito bem claro em Romanos 5.1. O que Tiago questiona em sua carta é: se a fé que você declara ter não traz implicações na sua vida (v. 14), tem ela poder para salvar? Ele chama esta fé de “morta” (v. 17 e 26), inoperante (v. 20) e chega a comparar ao mesmo tipo de fé dos demônios (v. 19). Ele não está questionando a salvação pela fé, mas sim a fé estática, sem obras, diferente da fé genuína que vai muito além de ser de conversa, declaração, etc. Tiago questiona não a fé em si, mas uma fé específica, e afirma que se não há manifestações na vida, esta já é uma evidência de uma falsa fé.

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Em três dias, um time se forma

Por Ricardo Régener

Começou o 61° Projeto Missionário da Missão Juvep

Foto por Talita Abrantes

Foto por Talita Abrantes

Depois de um final de semana de chuva copiosa, nessa segunda-feira os 79 projetistas do 61º Projeto Missionário despertaram com um arco-íris desenhado no Pátio da base de treinamento da missão JUVEP (foto acima).

Desde a noite de sexta-feira, uma profusão gostosa de sotaques, feições e formas de orar e adorar tomou conta da sede da missão, em Cabedelo-PB: além de paraibanos somos amazonenses, cariocas, paulistas, catarinenses, piauienses… temos entre nós até mesmo uma irmã chilena.

“O maior desafio do nosso treinamento é transformar esse conjunto de pessoas que não se conhecem em um time coeso e com visão de reino”, explica Salete Pinheiro, “o que queremos viver durante esses dias é o que está escrito em Atos 2:42, queremos perseverar juntos na boa doutrina, no partir do pão, na comunhão e na oração”.

Para dar conta do desafio, o treinamento é dividido em palestras relacionadas a Intercessão, Evangelismo Pessoal, Vida em Grupo, Batalha Espiritual e Intercessão, entre outros assuntos.

A projetista Marta Gonzalez, chilena que vive em São Paulo há 14 anos, diz que será um desafio enorme entender o falar sertanejo e ser entendida: “quando me inscrevi para o projeto, nem sabia o que eram quilombolas e não tinha muita noção sobre a cultura sertaneja”. A Palaestra de “Realidade Sertaneja”, ministrada pelo pastor Cesário Conserva, foi essencial para Marta durante o treinamento: “apesar da dificuldade com a língua, tenho pedido a Deus compaixão para me identificar com as dores daquele povo antes de tudo”.

O jovem Giovani Brasileiro, de Campina Grande-PB, veio para o treinamento interessado no teatro, mas descobriu aqui seu interesse pela intercessão, “eu achei muito bonito quando descobri a importância das pessoas que ficam intercedendo enquanto outras vão para as ruas evangelizar na cidade que vamos alcançar”, diz o jovem, “depois de descobrir mais sobre batalha espiritual, manifestações demoníacas, tenho certeza que meu lugar nesse projeto é a intercessão”.

A equipe da sexta-feira mantém a sua beleza nessa segunda, mas agora muito mais coesa e engajada no propósito de todos nós: evangelizar a Vila do Espírito Santo e alguns de seus povoados vizinhos entre essa terça-feira, dia 17, e até o dia 30 de junho. O arco-irís em nosso pátio essa manhã de alguma maneira simboliza isso.

Ore por nós!